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Parto induzido – Tudo o que você precisa saber

Olá, querida leitora! 

Um dos meus objetivos com este espaço online é esclarecer dúvidas e trazer informação, por isso, hoje, vou responder essa pergunta que já deve ter surgido em sua mente mais de uma vez: “Será que posso induzir o parto?”, vem comigo que vou te explicar tudo direitinho!

 

Uma alternativa

Para as mãezinhas que não desejam passar pela cesárea, é possível induzir o parto. Essa é uma opção que beneficia a mãe e o bebê por possibilitar o parto vaginal, que no geral leva a uma recuperação mais rápida. 

Somos recomendados pela Organização Mundial da Saúde a oferecer essa possibilidade às gestantes a partir de 41 semanas de gestação, contudo apenas para a gravidez com baixo risco de complicações.

Um detalhe importante a ressaltar é que, diferente do que algumas pensam, esse não é um parto necessariamente rápido, podendo variar muito caso a caso. 

Como eu sempre falo, prepare-se para um trabalho de parto que pode durar muitas horas, mas não descarte a esperança de pegar o seu bebê no colo mais rapidamente!

 

Formas de indução

Não existe apenas uma forma de induzir o parto. O que determina o processo em que vai acontecer é a necessidade da gestante e a avaliação do médico responsável. 

O meio mais comum para a indução é a aplicação intravenosa de ocitocina. Esse é um hormônio que o corpo da mãezinha produz no momento do parto e que dá início às contrações e a dilatação de forma mais intensa.

As grávidas que ainda não passaram pela cesárea podem receber outro medicamente, o misoprostol, que ajuda na dilatação do colo do útero.

Claro que você não precisa se preocupar com nomes de medicações, mas é importante entender como o seu corpo vai responder ao plano que o seu médico traçar!

 

O que balão tem a ver com isso?

Quando a gestante não dilatou nenhum centímetro, é possível usar o balão cervical! Ele é inserido no colo do útero e inflado para aplicar uma pressão suave, resultando na dilatação.

Mas não vai imaginando um balão de festa… esse é só para a hora do mês aniversário! Ele, na verdade, está conectado a um cateter, ou seja, um tubo fino e flexível, sendo inflado com soro ou água. 

 

É totalmente seguro?

Podemos dizer que é um procedimento muito seguro, mas como em qualquer outro parto, apresenta alguns riscos. Os medicamentos podem causar efeitos colaterais como dor exagerada ou muitas contrações, gerando riscos para a mãezinha e o bebê. Além disso, como cada mulher possuí um corpo com reações específicas, o organismo pode não responder à indução.

Nesses casos o recomendado é partir para realização da cesárea e se essa for a decisão do seu médico, não fique triste por não viver o parto vaginal. Acima de tudo, a sua segurança e a do bebê é prioridade!

 

Uma benção da ciência

A ciência que temos hoje é uma benção, pois esses métodos de indução auxiliam as mãezinhas com pré-eclâmpsia, hipertensão arterial crônica, diabetes gestacional ou que passam por ruptura de membranas ovulares antes do início do trabalho de parto.

Também é uma alternativa quando as 40 semanas passam ou a bolsa rompe e não há contrações. Como defensora do parto humanizado e da segurança das mãezinhas e dos bebês, não podia deixar de falar desse assunto com você e esclarecer que há uma alternativa além da cesárea caso o parto natural não aconteça.

Hoje conversamos bastante e compartilhei alguns dados mais técnicos, por isso não perca tempo se ficou alguma dúvida e manda uma mensagem lá pelo Instagram! Estou sempre aqui para te acompanhar nessa linda jornada, encontrando a melhor alternativa para o parto que você deseja vivenciar.

 

Com carinho,

Dra. Aline Diniz

 

Com informações de: OMS.
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